RE “Drag Queen celebra culto evangélico para chamar atenção para a homofobia”

Essa carta foi publicada na edição impressa e online de 22 de Maio de 2014 da Folha de São Paulo. Para ler, clique aqui.

Caro Editor,

Me permita enviar a seguinte carta como resposta ao seu artigo de 19 de Maio “Drag Queen celebra culto evangélico para chamar atenção para a homofobia”

O artigo publicado por Bruna Fantti, “Drag Queen celebra culto evangélico para chamar atenção para a homofobia” descreve implicações importantes sobre direitos LGBT que são abordados na Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) no Rio de Janeiro. Nesta igreja, o pastor Marcos Lorde prega como uma drag queen. Ele lê salmos da Bíblia sobre injustiças e descreve o risco de sair de sua igreja vestido como drag queen e ser apedrejado, simbolizando que a Bíblia condena preconceitos. Enquanto este artigo mostra o problema existente de homofobia no Brasil, ele não retrata detalhadamente os pontos de vista extremamente conservadores sobre o movimento LGBT nas igrejas evangélicas e na Comissão de Direitos Humanos do Brasil. A comissão, que possui visões extremamente ultrapassadas sobre os direitos LGBT,  tem colocado o Brasil em um rumo retrógrado quando se trata de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e outros direitos humanos. O pastor Lord faz um excelente trabalho quando foca ajudar as adversidades que tantos homossexuais enfrentam no Brasil diariamente. Entretanto, o artigo poderia ter dado mais ênfase no paradigma que hoje temos no Comissão de Direitos Humanos e as visões injustas que vêm sendo atribuídas aos direitos LGBT.

Atenciosamente,

Juliana Moraes-Pinheiro, Council on Hemispheric Affairs, [Washington, D.C. ]

Como resposta ao artigo da Folha de São Paulo, “Drag Queen celebra culto evangélico para chamar atenção para a homofobia”

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