Latinos testarão fôlego de discurso de Obama

Com Andrea Murta, Thiago Guimarães e Flávia Marreiro
Folha de Sao Paulo
April 21, 2009

A nova relação entre EUA e América Latina prometida por Barack Obama na Cúpula das Américas colhe de antemão o êxito de marcar a diferença de tom entre seu governo e a impopular administração de George W. Bush.

A aplicação do novo discurso esbarra, porém, em contingências que vão da parca ajuda financeira americana aos países mais pobres da região à necessidade de reformulação das políticas antidrogas e migratória.

Parte dos analistas afirma que, apesar da retórica, Obama deve seguir amarrado aos eixos da relação com o continente nas últimas décadas -política contra as drogas e imigração-, já que a agenda do livre comércio foi praticamente enterrada. Outros apontam a importância do discurso, com agenda ampla incluindo energia e apartado da lógica de Guerra Fria, reeditada nos oito anos de Bush.

“Há vários riscos daqui para frente, mas as falas de Obama foram muito refrescantes e pouco americanas. Foi tão importante pelo que foi dito quanto pelo que não foi dito, principalmente temas de alta segurança e a antiga retórica da Guerra Fria”, diz Larry Birns, diretor do progressista Council on Hemispheric Affairs, de Washington.

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