BRASIL RENOVA O PORTA AVIAÕES SÃO PAULO

Por: W. Alejandro Sanchez, Pesquisador Sênior Adjunto do Conselho de Assuntos Hemisféricos 31 de janeiro de 2014 ·em Brasil, COHA Pesquisa Traduzido por: Camila Sgrignoli Januario

Um fato obscuro das questões militares da América Latina é que a Marinha do Brasil possui seu próprio porta-aviões. O navio, agora com cinco décadas de idade, está passando por reparos para que possa servir pelo menos por mais uma década. No entanto, dado o ritmo acelerado dos assuntos de geopolítica e segurança geográfica da América do Sul, sérias questões devem ser levantadas sobre a real necessidade do Brasil possuir ou não um porta aviões em sua frota.

O Porta-Aviões

O Brasil adquiriu o seu porta-aviões da França, em Novembro de 2000: o navio é um porta-aviões tipo Clemenceau não-nuclear de 32.000 toneladas (nt: convertido para toneladas métricas) que foi construído no inicio do anos 60. O porta-aviões originalmente conhecido como Foch enquanto voava a bandeira francesa, “começou a ser construido em Saint- Nazaire, em 1957, e foi lançado três anos depois. Foi rebocado para Brest Arsenal para conclusão. Entrou em serviço em 1963 e deixou de ser usado pela Marinha Francesa em 2000, quando o Charles de Gaulle CVN entrou em serviço”.[1]

Quando ele foi vendido para o Brasil, o Foch foi rebatizado como São Paulo. Vale a pena notar que o São Paulo substituiu outro porta-aviões do Brasil, o Minas Gerais, que foi lançado pela Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial (então conhecido como o HMS Vengeance). O Minas Gerais serviu por 41 anos na Marinha do Brasil a partir de 1960, até que foi aposentado em 2001. [ 2 ]

O site MilitaryFactory.com fornece alguns detalhes adicionais sobre o São Paulo, explicando que “apresenta um perfil típico para aeronaves ocidentais com um convés de vôo desobstruído,  plano e estibordo , … sua plataforma permite o lançamento de duas aeronaves de asa fixa ao mesmo tempo. ” [3] O enorme navio tem um comprimento total de 869 pés, e é capaz de atingir uma velocidade máxima de 32 nós. De acordo com dados que foram divulgados, a embarcação tem uma equipe de mais de 1.900 marinheiros. [4] No que diz respeito as aeronaves que transporta, um comunicado de imprensa de Dezembro  de 2013 publicado pelo construtor naval francês DCNS, que está atualmente atualizando o São Paulo, diz que o navio de guerra brasileiro tem 18 aviões de guerra Douglas A-4 Sky Hawk. [5] Enquanto isso, uma nota de Dezembro de 2012, da agência de notícias brasileira R7 explica que a embarcação também tem helicópteros de transporte Super Puma e helicópteros leves Esquilo. [6] Tragicamente, o São Paulo não serviu na Marinha do Brasil sem incidentes, como incêndios a bordo em 2005 e 2012, que matou e feriu marinheiros. [ 7 ]

O São Paulo é o único porta-aviões atualmente em uso por uma Marinha latino-americana. No entanto, COHA não foi capaz de descobrir informações sobre os tipos de operações em que esta embarcação esteve envolvida durante a década em que está voando a bandeira do Brasil . Uma análise no site WarisBoring.com explica que o São Paulo tem participado em exercícios navais, como navegar com um porta-aviões dos EUA, o USS Ronald Reagan. [8] Além disso aviões argentinos pousaram ocasionalmente na embarcação brasileira, o que serve como uma iniciativa de construção de confiança entre as forças navais dos dois estados vizinhos. [ 9 ]

Renovação

Parece que a Marinha do Brasil tem planos para o envelhecido São Paulo. No início de Janeiro de 2014, a agência de notícias espanhola Infodefensa.com informou que a empresa de construção naval francesa DCNS tinha sido convidada pela Marinha do Brasil para inspecionar a catapulta dianteira do São Paulo. Os reparos no São Paulo começaram em Novembro de 2013 em uma base naval no Rio de Janeiro. [ 10 ]

Em relação à reabilitação do navio de guerra brasileiro, um comunicado de imprensa de Dezembro de 2013 pela DCNS explica que “a catapulta de vante, que já realizou mais de 5.000 lançamentos, é um elemento chave para a capacidade do porta-aviões”.[11] A empresa francesa orgulhou-se de seu trabalho de modernização do São Paulo, como também informou que ” após a intervenção da equipe, a catapulta disparou duas vezes, demonstrando o desempenho esperado. As autoridades brasileiras manifestaram a sua satisfação “. [12]

Desenvolvimento Militar e Geopolitico do Brasil

Graças à sua forte economia na última década, as forças armadas brasileiras estão realizando compras de armamentos importantes que ajudarão o gigante de língua Portuguesa a consolidar-se como a potência militar mais importante da América Latina.

Ao longo das últimas décadas, COHA escreveu vários relatórios abrangentes sobre as forças armadas do Brasil e suas aquisições – vamos enumerar apenas alguns dos exemplos mais proeminentes aqui. Além de atualizações no São Paulo, a Marinha do Brasil está construindo um submarino movido a energia nuclear com ajuda francesa. O submarino é um sonho da Marinha desde o regime militar que governou o país de 1964 a 1985. [13] Paris também está ajudando o Brasil a construir quatro submarinos diesel-elétricos variantes do projeto francês Scorpene. [ 14 ]

Enquanto isso, a Força Aérea Brasileira está recebendo uma reformulação,  como mostra a escolha de Brasília, após vários anos de negociações, em ter o Gripen (produzido pela empresa sueca Saab) como seu novo avião de guerra. Durante anos, analistas , como os publicados por COHA, acreditaram que o governo brasileiro iria escolher o avião de guerra Rafale produzidos pela sueca Dassault.  Mas em dezembro de 2013 Brasília finalmente escolheu o modelo sueco . [15 ] O Brasil vai comprar 36 caças Gripen em um acordo de aproximadamente 4.5 bilhões de dólares. Além disso o Exército Brasileiro comprou mísseis Shorad para atualizar seu arsenal. Os mísseis serão usados ​​para proteger os céus das cidades que vão sediar a Copa do Mundo FIFA de 2014. [ 16 ]

Vale a pena notar que dignitários estrangeiros viajam regularmente ao Brasil para pressionar o governo Dilma Rousseff, em um esforço para persuadi-la a comprar mais armamentos. Por exemplo, o Ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu viajou a Brasília em Outubro de 2013 para discutir a venda do sistema de mísseis Pantsir -S1 e Igla,  um negócio que se fechado nos próximos meses, pode valer até 1 bilhão de dólares. [17] Enquanto isso, o presidente francês François Hollande visitou o Brasil em Dezembro de 2013 para convencer o governo brasileiro a comprar os caças Dassault – uma visita mal sucedida pois Brasília escolheu o Gripen sueco.

Isso não quer dizer que outras nações do Hemisfério Ocidental não tenham também adquirido novos equipamentos militares ao longo da última década. Por exemplo, os militares venezuelanos também gastaram bilhões de dólares para atualizar suas próprias forças armadas, porém escolhendo a Rússia como um dos principais fornecedores de armas. [18] No entanto, como a mídia russa mesmo admite, as relações militares entre a Rússia e a Venezuela no governo pós-Hugo Chávez não têm sido particularmente ideal para os negócios. Um comentário em Outubro de 2013 da agência de notícias russa Pravda, explica: ” Todos os principais contratos estavam vinculados ao presidente Hugo Chávez. Após sua morte, e com as complicações da situação sócio-económica do país, a colaboração com a Rússia, na verdade, chegou a um impasse … novo presidente da Venezuela, Nicolas Maduro não está pronto para fazer acordos sobre novos [contratos ] “. [19]

Ameaças?

O artigo citado por MilitaryFactory.com conclui, “o São Paulo continua sendo uma peça fundamental para as operações da Marinha do Brasil na região, tanto para a estabilidade quanto para o poder sobre as águas do Atlântico, quanto para as águas da América Latina. Para qualquer poder naval moderno, o porta-aviões é o coração e a alma da frota “. [20]

Mas o Brasil realmente precisa de uma porta-aviões? Certamente tal navio é um exemplo de poder naval uma vez que ajuda a Marinha do Brasil a aumentar sua projeção de poder ou poderes. Economias globais em ascenção como a China compram porta-aviões a fim de afirmar-se como potências navais globais. [21] Por outro lado, outras nações que já possuem esses navios de guerra gigantescos estão sofrendo uma crise econômica e estão reorganizando suas forças armadas. Um exemplo disso é a Inglaterra, que pretende eliminar cerca de 20 mil fardados dos três ramos  das forças armadas ao longo dos próximos anos, incluindo 6.000 marinheiros. [22] A Marinha britânica está desenvolvendo dois novos porta-aviões, o HMS Queen Elizabeth e o HMS Prince of Wales, mas eles estão sob polêmica por causa dos altos custos e da redução de pessoal naval.

Quanto ao Brasil, o país não tem qualquer ameaça significante de segurança que faria um argumento convincente para a sua Marinha ter um porta-aviões (ou planejar a compra de um novo dentro da próxima década). As relações entre o Brasil e a Venezuela, durante a presidência de Hugo Chávez raramente eram preocupantes e comércio era um mecanismo forte de confiança para evitar que tensões escalassem. [23] Além disso, no final de 2013, houve um grande exercício da força aérea no norte do Brasil, em que diversas forças aéreas do Hemisfério Ocidental participaram, incluindo os EUA e a Venezuela. [ 24 ]

Porém, seria estranho acreditar que um porta-aviões seja necessário para proteger-se contra alguns dos seus menores vizinhos como a Guiana, o Suriname e o Uruguai. Igualmente, as relações com o Peru e a Colômbia são geralmente cordiais, o que está sendo refletido na cooperação mútua contra atividades criminosas transnacionais como o tráfico de drogas. [25] Além disso, enquanto a Argentina era uma vez uma séria candidata ao papel militar do Brasil na América Latina, hoje as forças armadas argentinas são uma fração do que eram antes. (Nós não contamos a Bolívia e o Paraguai nesta análise, já que, apesar de ambas as nações terem fronteiras com o Brasil, não possuem acesso ao mar).

Um dos argumentos para a restruturação naval pode ser de que o navio e o submarino de propulsão nuclear ajudarão a proteger a costa do Brasil, em especial as suas plataformas de petróleo no mar. O governo vendeu concessões de petróleo para companhias internacionais, uma acão que os trabalhadores petrolíferos brasileiros protestaram contra em 2013. [26] Note-se que também em 2013 a Marinha do Brasil adquiriu da britânica BAE Systems três embarcações de patrulha marítima (OPV em sua sigla em inglês) para proteger seus portos e plataformas de petróleo.[27] Certamente, outro argumento pode ser feito de que a Marinha do Brasil precisa ainda de mais navios para proteger suas instalações costeiras e em alto-mar, mas qual país ou qual rede criminosa vai querer atacá-los está longe de ser esclarecido.

Como um último argumento, é verdade de que um porta-avões ajuda o status naval de uma nação, mas o navio também precisa participar de algum tipo de manobra naval, a fim de mostrar que é operacional e útil.  Exercícios militares com outras marinhas são um bom exemplo disso. Mas pode-se questionar se o São Paulo, uma vez que esteja novamente operacional e antes de ser aposentado, pode acabar sendo usado como uma embarcação de apoio para alguma operação de segurança multinacional, como parte das Nações Unidas ou de uma coligação internacional de combate à pirataria na costa da Somália.

Conclusões

Uma reportagem de 19 de Dezembro de 2013 sobre o negócio dos aviões de guerra Gripen no site de notícias de defesa Defense Industry Daily explicou que a Marinha do Brasil ” tem a intenção de comprar 24 caças, para operar a partir da porta-aviões que substituirá o São Paulo no início de 2025. ” [ 28] Tanto um artigo de 29 de abril de 2013 em Defense Industry Daily, bem como um artigo de abril de 2013,  em um site brasileiro chamado Defesa Aérea & Naval também mencionou os rumores de que um novo porta-aviões atualmente sendo desenvolvido pelo já mencionada DCNS (o projeto é chamado PA 2) poderá ser vendido para o Brasil pois a França não está mais interessada em adquiri-lo . [ 29 ]

É provável que o São Paulo vai se aposentar na próxima década. Isto é evidente já que o navio tem mais de 50 anos de idade e pode ficar mais caro para atualizá-lo e repará-lo constantemente em vez de comprar um novo. Se o Brasil realmente precisa de um porta-aviões, seja ele o São Paulo ou um novo daqui a dez anos, isso continua sendo uma questão altamente discutível. Podemos dizer que o navio poderá ajudar a proteger os extensos interesses marítimos do Brasil, mas é duvidoso que o país terá de enfrentar qualquer  ameaça séria de segurança, ou seja, uma guerra com outra nação, em um futuro próximo. O porta-aviões do Brasil poderá ser um dos bens estratégicos menos conhecidos e utilizados na história militar da América Latina e no futuro.

W. Alejandro Sanchez, Pesquisador Sênior Adjunto do Conselho de Assuntos Hemisféricos

Por favor, aceite este artigo como uma contribuição livre de COHA, mas se republicar, por favor, cite autoria e dê atribuição institucional. Os direitos exclusivos podem ser negociados. Para notícias e análises sobre a América Latina, por favor, acesse: LatinNews.com e Rights Action.

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